sábado, 3 de dezembro de 2011

Twin Shadow - Forget

Para alguns artistas rege a sina de andarem em cima de uma linha reta como se não houvesse fim traçando como único objetivo a repetição de notas, arranjos unitários que refletem cada vez mais o cotidiano musical deles injetando as mesmas substancias em seu corpo com um efeito colateral já diagnosticado e porque não achar que acaba sendo tudo previsível. Não é de todo mal, a questão é que às vezes se faz necessário dentro de um único disco colocar válvulas de escape para que o saturamento seja evitado e que o parecer final não seja tão redundante.


Dentre aquelas gratas surpresas que apareceram nesse ano aponto o Twin Shadow, nome artístico do americano George Lewis Jr,  o dito cujo é maleável e não faz jus a um valor unitário e prefere seguir aonde o vento sopra a seu favor, conscientemente é claro, e onde ele aterrissa tira uma casquinha daqui outra dali e assim foi criando seu debut, Forget, que pode ser designado como uma verdadeira miscelânea musical, porém sem apelar a extremos com George situando-se feito um residente forasteiro em estilos circunvizinhos na sua empreitada brilhante.


O Twin Shadow caracterizasse pela sua versatilidade em lidar com sons de varias estirpes e encaixá-los perfeitamente revelando afinidade ou impondo discrepâncias entre eles no seu disco. Sujeito de bigode avantajado revela desde um ambiente ruidoso vindo de seu lo-fi caseiro, músicas que evocam alguns passos modestos na pista até a ascendência do obscuro post-punk de outrora e seu criado new wave. O cantor e instrumentista manuseia suas máquinas com praticidade e aptidão traçando os elementos criados por fiapos isolados ou enlaçados que são desenrolados por nós facilmente, ou seja, a abstração é quase que instantânea e multi saborosa.


Assim, mesmo o disco sendo permeado pela mesma estética geral, repleta de nostalgia, apresenta variação. Algumas canções têm ritmo rápido, como as excelentes "I Can't Wait" e "Shooting Holes". Essa última começa com sintetizador até se desenvolver em uma seção rítmica cheia de funk. Outras músicas são mais íntimas e oníricas, como a faixa-título. Em diversos momentos percebemos também que se trata de um disco com muito rock n' roll devido aos seus longos refrões, baixos explosivos e solos escaldantes de guitarra, como em "When We're Dancing" e "For Now".




Forget foi o primeiro disco lançado pela Terrible Records, do produtor do álbum, e baixista do Grizzly Bear, Chris Taylor. Limitações financeiras resultaram em um trabalho lo-fi, e a eficiente produção dispôs cuidadosamente a paleta limitada de forma limpa e cintilante - o ritmo familiar soa fresco.

Na verdade, o passado é o foco de todo o álbum. As músicas são sobre as paixões proibidas, os flertes nas pistas e os relacionamentos sérios vividos por Lewis. Ele se revelou um sólido compositor, com letras inteligentes e poéticas. Em "Castles in the Snow", por exemplo, ele canta "You're my favorite daydream / I'm your famous nightmare". 

O álbum é cativante. A complexidade e profundidade de sua narrativa, aliada a maneira expressiva como George Lewis Jr. canta, nos absorve. Através de canções honestas e diretas, nos tornamos nostálgicos de memórias que não nos pertencem, mas que retratam situações cotidianas e sentimentos universais. 

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Recomendamos 30 excelentes filmes para você! É só fisgar!

Dizer que um filme é obrigatório para alguém é muito relativo. Pensando nisso, elaborei uma lista ( 3 semanas assistindo loucamente, sim tenho todos!) com os mais variados gêneros e épocas com as obras que acho que todo fã de cinema precisa assistir. Está aí filmes seminais para a formação de um cinéfilo. Lógico que ficou muita coisa de fora e que algumas sugestões foram mais para o lado pessoal, porém não tiram a importância das indicações. Se gostou tem link para comprar, vamos fisgar?


- As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood, 1938)
- Kramer vs. Kramer (1979)
- A Doce Vida (La Dolce Vita, 1960)
- Luzes da Cidade (City Lights, 1931)
- O Mágico de Oz (The Wonderful Wizard of Oz, 1939)
- O Sol Por Testemunha (Plein Soleil, 1960)
- Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975)
- Rastros de Ódio (The Searchers, 1956)
- Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo, 1966)
- O Equilibrista (Man on Wire, 2008)
- A Noiva Estava de Preto (La Mariée Était en Noir, 1968)
- Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962)
- Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain, 1952)
- Jules e Jim (Jules et Jim, 1962)
- Dersu Uzala (1975)
- 2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968)
- Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964)
- Além da Eternidade (Always, 1989)
- A Dança dos Vampiros (Dance of the Vampires, 1967)
- O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)
- Jurassic Park (1993)
- Nascidos em Bordéis (Born Into Brothels, 2004)
- Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who’s Afraid of Virginia Woolf?, 1966)
- Chinatown (1974)
- O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)
- Amargo Pesadelo (Deliverance, 1972)
- Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire, 1951)
- Touro Indomável (Raging Bull, 1980)
- Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937)
- A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, 1946)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Coldplay - A Rush Of Blood To The Head

Tenho apenas duas religiões na vida. A primeira, não participei da escolha. Nasci, cresci, e, quando percebi, era todo amor. A segunda, descobri aos sete anos, e me tornei um fiel dedicado e apaixonado, daqueles que não consegue passar um dia sem olhar o evangelho. Só que, neste caso, as palavras sagradas atendem por nomes como Jeff Buckley, Nina Simone e Gabriel García Márquez. 


Na minha vida poucos momentos tiveram o "realismo magico", primeiramente em 1994 com a descoberta do cinema, da melodia de Jeff Buckley e dos livros de Gabriel García Márquez , 2009 um sorriso que até hoje nessecito pôr alguma ordem na cabeça, alguma disciplina no coração e sobretudo, aprender a manejar a bússola com que tinha a esperança de orientar-me nas veredas do mundo novo que se apresentava aos meus olhos, e em 2002 um desses momentos, ele teve e tem nome: Coldplay. Primeiro, era apenas a banda daquele clipe editado de trás para frente. Depois, os caras daquela música. Aos poucos, se transformou na trilha de uma grande paixão, de momentos únicos vividos. E ontem a noite não conseguindo fechar os meus olhos vi ao meu redor muitos mais: A Rush Of  Blood To The Head não é apenas um disco, é a reunião dos sentimentos que a gente vive todos os dias, nesta nossa eterna tentativa de encontrar um par para o coração, um sorriso no rosto ou apenas uma boa história para contar.


O Coldplay simplesmente não existe sem Chris Martin. O vocal, compositor, pianista e eventual guitarrista é a alma da banda, de uma maneira tão clara que poucas vezes se viu no rock. Sua voz, suas letras, traduzem de uma forma única as esperanças, as alegrias, as tristezas de uma geração da qual faço parte, a geração destes caras que já não são tão jovens para serem chamados de adolescentes, nem tão maduros para serem considerados adultos. Essa geração de vinte e poucos anos que da noite para o dia se vê enfrentando desafios sem nem ao menos saber se está preparado para isso.


Não vou falar das letras. Acho que a música fala por si. O sentimento que tenho ao ouvir determinada canção é o que me mantém ligado a ela. Politik, que abre o disco, é um grande exemplo disso. Com uma das mais belas frases de piano que já ouvi, alia desespero e esperança, tristeza e a certeza de um futuro melhor. O seu coração dá pulos, vai dos pés à cabeça, e, quando a música acaba, você fica tentando entender o que acabou de acontecer.
Sem tempo para respirar, seus ouvidos são invadidos por uma seqüência inacreditável de músicas. In My Place, God Put A Smile Upon Your Face, Clocks, Green Eyes, Warning Sing. E, claro, duas pequenas obras-primas: The Scientist e A Rush Of Blood To The Head.


The Scientist é a música do clipe editado de trás para frente. É aquela música daqueles caras. Uma destas canções que fazem a gente renovar o nosso amor pelo rock and roll. Belíssima, mostra um Chris Martin habitando outro lugar, acima de nossas cabeças e bem perto de nossos corações. A canção perfeita para dedicar para quem você ama, e para estar ao seu lado quando esse grande amor já não estiver na sua vida.
A Rush Of Blood To The Head mostra de novo e mais uma vez, o que o Pink Floyd fez nas crianças daquela velha ilha. Começando apenas com uma levada de violão e voz, aos poucos vai crescendo e tomando forma, invadindo a sua vida sem pedir licença. E, quando você vê, sem querer está balbuciando to the head, to the head.
A maioria de vocês não me conhece por inteiro. A minoria de vocês nunca me viu na vida, e, provavelmente, nunca me encontrará pessoalmente. Mas, mesmo assim, eu gostaria que cada um de vocês levasse um pouco do que eu senti, sinto e ainda vou sentir cada vez que ouço esse disco. Em um dia, apenas carinho. Em outro, companhia para a solidão. Hoje, a trilha sonora do meu coração. Amanhã, a forma de estar mais perto de quem me faz feliz.


Pensei que nunca iria viver isso. Pensei que passaria por este mundo sem que meus olhos vissem o que o meu coração sente. Estava errado.


Nasceu uma religião, e ela tem nome: Coldplay.


Converta-se.
Link para Download:
A Rush Of Blood To The Head

sábado, 12 de novembro de 2011

Foster The People

Sempre que assisto David Letterman volta e meia ele me apresenta um sketch minúsculo chamado "Is this something?", onde as cortinas do palco se abrem rapidamente para atrações diversas como mulheres cuspindo fogo ou filas indianas de poodles coloridos e ele julga ali em 10 segundos se aquilo "é alguma coisa ou não". Muitas vezes, quem escreve sobre música se coloca nessa situação: isso vale alguma coisa? Grandes julgamentos de valores, comparações com outros artistas, análises profundas de elementos harmônicos, melódicos e rítmicos, potencialidades.... enfim, uma grande balela, quando muitas vezes o que importa é aquilo que se ouve rapidamente e a resposta do público, que muitas vezes se diverte com a mulher semi-nua cuspindo fogo

O rótulo de Indie Pop que, geralmente, se dá ao Foster The People é, de certa forma, muito genérico. O quinteto, liderado por Mark Foster, (que além de emprestar seu nome ao grupo, comanda os teclados, sintetizadores, guitarras e a voz) foi formado em 2009 e mescla o Rock oitentista com um pouco do já conhecido Punk californiano e, principalmente, com o Pop. Logo no início do ano, o Foster The People lançou seu primeiro EP que trouxe muita popularidade ao grupo na cena underground mundial (blogs, festivais, etc.) e criou toda uma expectativa para o primeiro disco, Torches, lançado em maio. Suas 10 faixas, carregadas da energia que, às vezes, somente uma banda em começo de carreira consegue passar, se transformaram em clássicos hypes de 2011.

 A realidade desta jovem banda americana é que o primeiro disco de sua carreira evoca a simples e irrestrita atmosfera FUN de outros conjuntos que não ficaram marcados na história como o primor do avanço técnico musical, mas que fizeram muita gente dançar ao longo de suas carreiras. Happy Mondays, Soup Dragons, New Radicals, Junior Senior. "Call it What You Want" é exemplo clássico disso, uma faixa uptempo com vocais em coro e um piano que evangeliza sobre o ato de se divertir.


O que é legal sobre o Foster The People é que apesar de lembrar muito essas outras bandas pela sua aura de diversão, não cai no revival e utiliza sonoridades bem conhecidas do século XXI para alcançar a sua meta final. O single "Helena The Beat", a primeira música do disco, é assim e traz uma batida electrohouse junto de uma estrutura clássica verso-refrão-verso. Refrão esse dos mais grudentos imagináveis.



"Is this something"? O disco Torches não responde claramente esta pergunta. Podemos dizer que sim enquanto o público dança e se diverte. 



Link para Download:
Foster The People - Torches


Ps: Este post vai para minha amiga Isabella Ribeiro (Zabelina, Bebela, Bebel), que disse estar viciada na banda por minha culpa. : )

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mixtape 1

Mixtape 1

Are You Gonna Be My Girl - Jet
In One Ear - Cage The Elephant
Dog Days Are Over - Florence and The Machine
Hurts Like Heaven - Coldplay
After Hours - We Are Scientists
Bed Space - Darwin Deez
Gap - The Kooks
Bruises - Chairlift
Queen Of The  Night - Ida Maria
Elevator Love Letter - Star


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Na mão, filmes bons num resumo miojo!



Você acorda  de manhã mais cedo do que pretendia. Puto, obviamente. Você até tenta, mas sabe que não vai conseguir pegar no sono de novo. O sol já batendo na janela e você sozinho em casa. Não, nem fudendo que você vai levantar. O melhor a fazer então, é continuar na cama e assistir um bom filme né, então aí vai:




Os Amantes do Círculo Polar (1998). Se você está precisando ver um filme bom – mas bom mesmo -, desses que emociona, diverte e te faz sentir mais inteligente, veja Os Amantes do Círculo Polar. Obra-prima do cinema espanhol, que acompanha os encontros e desencontros do casal Otto e Ana (ambos palíndromos). A produção é belíssima, com montagem e fotografia impressionantes, e o roteiro  traz bem-vindas pitadas de surrealismo.
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Os Excêntricos Tenenbaums (2001).Wes criou um filme maior em tudo: mais personagens, mais situações bizarras e mais conflitos familiares. No caso, maior foi sinônimo de melhor. Sim, a terceira produção do cineasta é também a minha favorita. Pô, um filme que tem Gene Hackman como um pai porra louca e inconsequente é, no mínimo, genial. O roteiro, riquíssimo por sinal, teve a colaboração de Owen Wilson.
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Os Excêntricos Tenenbaums.


Buffalo ’66 1(1998). E para finalizar Vincent Gallo, escreve um roteiro que, aparentemente, não gerava muitas expectativas, não bastou. O cineasta dirigiu e atuou Buffalo ’66, filme pouco conhecido pela maioria e muito apreciado pela minoria, tem enredo simples e lado artístico marcante. É um clichê às avessas, um conjunto de cenas minuciosamente bem feitas e executadas, o tipo de arte que não agrada somente os olhos da crítica insatisfeita e exigente, mas causa a sensação gostosa no estômago tão esperada após 110 preciosos minutos também no espectador.


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Buffalo 66

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nick Drake

"Algumas pessoas parecem cristalizar a montanha russa emocional de sentir algo com profundidade pouco convencional, e há, decerto, muitos fogem da catarse e hipnotizam com melancolia, há de se dizer que a maioria das grandes pessoas fizeram isso."

O inglês Nicholas Rodney Drake, que hoje é referência na música folk com suas composições belas e melancólicas, na verdade teve uma história de vida triste e sem qualquer reconhecimento. Sua curta discografia, de apenas três albuns - Five leaves left, Bryter Layter e Pink Moon - não teve a receptividade que sua genialidade merecia.
Portador de depressão clínica, Nick Drake jogava em suas músicas todas as angústias que os remédios não davam jeito. O resultado são canções belas demais para caber em qualquer peito, qualquer mente - e talvez por isso a geração anos 70, solar, floral, cheia de perspectivas, não tenha digerido muito bem isso.

Nick Drake não possui quase nenhuma foto da época em que gravou os discos, salvo as de divulgação e a do próprio encarte, que são muito poucas e não há material documentado em vídeo também. Ao longo dos 3 discos e de uma coletânea póstuma de inéditas, é possível acompanhar a mente de Drake ruindo. Um elegante rapaz loiro e alto nas fotos do primeiro disco dá, lentamente, lugar a uma figura soturna, mal trapilha, de sapatos gastos e ternos desarmados, fotografada de costas e cabisbaixo, ou simplesmente escondido na iluminação das fotos. Black Eyed Dog, uma das músicas póstumas, gravada 2 anos antes de sua morte é comovente, dada a sua simplicidade em arranjo e fragilidade na voz ligeiramente torpe de Nick Drake, denunciando seu estado mental crítico. É, possívelmente, a letra mais menos hermética de Nick Drake, ainda que prestidigitação pessoal me faça crer que há algo bem grande por trás, como em todas as lendas.


O elemento mais marcante iniciamente, é a tremenda habilidade de Drake no violão, que o aprendeu com um amigo no colégio, a extrema melancolia das faixas calmas e que parecem respirar lentamente e tremenda hermeticidade das letras de Drake, que mais pareciam segredos de uma história real e confusa que acontecia por trás delas.

Minha obra preferida do Nick Drake é justamente o último disco, Pink Moon, todo feito apenas em violão (exceção da faixa-título, que tem também um piano, tocado por ele).  Na primeira vez em que ouvi essas músicas, não pude tirar da cabeça a beleza crua de tudo aquilo, a poderosa força que invadia meu coração e fazia com que ele ficasse três vezes mais pesado (mais ou menos como o Grinch no Natal). Era tudo lindo demais para ser suportado, e sucumbi. Mas era um desabafo bom, que me fez bem, e eu quis ouvir mais. Quando escutei seu álbum mais trabalhado, Bryter Layter, me deparei com a maravilha que é Northern Sky e desejei muito que aquela música tivesse sido feita para mim.



Falar sobre a música de Nick Drake é tentar explicar o que é Picasso, Van Gogh, Dali - não tem explicação, apenas coração. Ouçam e tentem me compreender:


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